quarta-feira, 1 de junho de 2016

Espiritismo: Uma Doutrina Profundamente Irracional - Alberto L. P. Neto

Espiritismo: Uma Doutrina Profundamente Irracional
- Alberto Leopoldo Batista Neto (via Facebook)


O espiritismo não é só uma doutrina profundamente irracional, que esconde sob um véu de pretenso racionalismo os mais grosseiros paralogismos e grotescas formulações conceituais: a ideia de uma "punição" por crimes que se desconhece terem sido cometidos; a arbitrariedade da própria existência de "estados menos evoluídos" quando todos estão destinados à mesma "perfeição"; uma noção de "espírito" herdada do dualismo cartesiano que procura um "nexo" com o mundo corpóreo na bizarra noção de "perispírito"; a confusão entre o "espiritual" e o "sutil"; uma concepção de "realidades espirituais" completamente materializada e inspirada em fantasias de "utopia" burocrática de péssimo gosto; a própria ideia de uma continuidade pessoal com "reinicialização" periódica etc.

O espiritismo não é só uma doutrina inspirada no pior das modas intelectuais e da pseudociência oitocentistas: de uma forma especialmente tosca de positivismo ao mesmerismo, do progressismo "evolucionista" ao curandeirismo dos "fluidos" e ao racismo "científico".

O espiritismo não é somente um discurso que se ampara em ridículas falsificações históricas ("a Igreja já ensinou a reencarnação", "as traduções da Bíblia disfarçaram o conteúdo reencarnacionista" - além das inúmeras "gafes" históricas das "psicografrias" de um Chico Xavier, que chegam a confundir personagens homônimos distantes vários séculos um do outro) e em simulações de quinta categoria do estilo de grandes escritores etc.

O espiritismo não é só marcado por fraudes evidentes em toda a sua história: do logro das irmãs Fox (depois reconhecido pelas próprias) às farsas desmontadas por Houdini e a diversos casos relacionados a Chico Xavier e seus associados (alguns dos quais chegaram aos tribunais), e em especial o seu sobrinho, Amauri Pena.

O espiritismo não apenas eleva a "grande dignidade" um tipo de prática (necromancia) que as mais diversas tradições religiosas não hesitaram em condenar, em uníssono, como uma espécie de "fundo do poço" espiritual.

O espiritismo não apenas se baseia em "testemunhos" que, no dizer dos próprios "codificadores", são passíveis de falha, e discrimina entre os "bons" e "maus" espíritos com base numa ostentação de "nobreza de modos".

O espiritismo não apenas destrói qualquer resíduo de senso estético e de aparência de piedade devocional ao apelar, na sua "fenomenologia", para um verdadeiro teatro de horrores - simulados ou autênticos (isto é, com origem espiritual - o que não implica que sejam causados por "almas desencarnadas") - como "incorporações", "materializações", "mesas dançantes" etc.

O espiritismo não apenas situa seus praticantes no limiar da doença mental, ao expô-los continuamente a tais mórbidos espetáculos e submetê-los a experiências de desintegração da personalidade e ambientes de fortíssimas condições de sugestionamento.

O espiritismo não apenas explora a credulidade e os sentimentos de saudade e luto que unem as pessoas a seus parentes e amigos falecidos, ofendendo ainda a própria memória dos mortos.

O espiritismo não apenas seduz com um discurso calculadamente enganador, que afeta respeito e reverência pelas figuras de Nosso Senhor Jesus Cristo, da Virgem Santíssima e outros santos de Deus (que não raro têm seus nomes associados aos "centros"), as pessoas provenientes de lares católicos - ao mesmo tempo em que os descaracteriza e ataca virulentamente a Igreja, seus dogmas e sua hierarquia.

O espiritismo não é somente algo estimulado e promovido por organizações comprometidas com um projeto de destruição da "religião organizada", das estruturas familiares e dos valores vitais da sociedade - tais como a maçonaria e a Rede Globo -, sendo a "espiritualidade" preferida por nove entre dez das celebridades do "show business" que ostentam um estilo de vida dissoluto e fútil.

O espiritismo é, antes de mais nada, uma distorção brutal (sendo, no fundo, uma espécie de gnosticismo exotérico) dos princípios cristãos, pervertendo a caridade em condescendência para com o "menos evoluído"; estimulando o indiferentismo religioso e a presunção soberba da salvação por mérito próprio; reduzindo Cristo a "mestre moral" e "espírito de luz", e diluindo até frações homeopáticas a mensagem do Evangelho; promovendo o mais crasso laxismo moral, sobretudo por meio de uma ética do "sucesso", do progressismo e do orgulho burguês, além do endosso à aversão (que se encontra na própria raiz da "cultura do descarte") a escolhas e compromissos definitivos.

Não pode restar dúvida de que o extravagante acolhimento dado a esse fenômeno em terras brasileiras está na raiz de muitos dos males de que a nação hoje padece.

sábado, 21 de maio de 2016

O Homem e o Ambiente Natural - Papa Bento XVI


48. O tema do desenvolvimento aparece, hoje, estreitamente associado também com os deveres que nascem do relacionamento do homem com o ambiente natural. Este foi dado por Deus a todos, constituindo o seu uso uma responsabilidade que temos para com os pobres, as gerações futuras e a humanidade inteira. Quando a natureza, a começar pelo ser humano, é considerada como fruto do acaso ou do determinismo evolutivo, a noção da referida responsabilidade debilita-se nas consciências. Na natureza, o crente reconhece o resultado maravilhoso da intervenção criadora de Deus, de que o homem se pode responsavelmente servir para satisfazer as suas legítimas exigências — materiais e imateriais — no respeito dos equilíbrios intrínsecos da própria criação. Se falta esta perspectiva, o homem acaba por considerar a natureza um tabu intocável ou, ao contrário, por abusar dela. Nem uma nem outra destas atitudes corresponde à visão cristã da natureza, fruto da criação de Deus. 

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Oração para pequenos Cyranos - Orlando Fedeli


Senhor, por misericórdia,
não permitas –
- Ah! Não! jamais!-
que eu faça
um ato mau
por covardia.
Que eu tenha a audácia
de proclamar
com voz clara
a verdade.
Por mais sozinho
que eu esteja,
que eu tenha a graça
de testemunhar
a verdadeira Fé
sem hesitar
Dai-me,
se for preciso desagradar
um poderoso senhor,
para fazê-lo bem,
dai-me
uma linguagem franca
para maldizê-lo,
sem falso respeito.
Que eu prefira
mais que o prazer
um coração sincero.
Antes sofrer
uma vida amarga
do que mentir.
Antes a morte
do que ser covarde,
porque mais do que o ouro
vale a bravura.
Mais do que o dinheiro,
a verdade.
Mais do que a vida,
a honra de Deus.
Mais do que a fama,
ser odiado
pelos maus.
Ser sem nome.
Ser um grito
de amor vermelho
Derramar seu sangue
em pleno sol.
Permanecer na fileira
ainda que sozinho.
Entrar na liça
quando se luta
pela justiça.
Rir do número,
odiar o vício
e a penumbra.
Falar bem claro
contra o erro.
Não ter o ar
de ter medo,
de ser ridículo.
Sonhar a honra
de ser um alvo.
Oh! a alegria,
oh meu Deus,
de ser teu,
oh Rei dos céus.
Antes a morte
do que ser covarde,
porque mais que o ouro
vale a bravura.
Mais que o dinheiro,
a verdade.
Mais do que a vida,
a honra de Deus
Oh! a alegria,
oh meu Deus,
de ser teu
oh Rei dos céus!


- Orlando Fedeli

domingo, 8 de maio de 2016

As Três Cruzes - São Luís M. G. de Montfort


É preciso sofrer como os santos, como Jesus e Maria.

[30]Olhai, meus queridos Amigos da Cruz, olhai diante de vós uma grande nuvem de testemunhas (71), que provam sem nada dizer, o que vos digo. Vêde, de passagem, o justo Abel assassinado por seu irmão; o justo Abraão estrangeiro na terra, o justo Lot expulso de seu país; o justo Tobias atingido pela cegueira; o justo Jó empobrecido, humilhado e coberto, dos pés à cabeça, por uma chaga.

[31]Olhai tantos Apóstolos e Mártires cobertos com a púrpura de seu sangue; tantas Virgens e Confessores empobrecidos, humilhados, expulsos, desprezados, que com S. Paulo, exclamam: “Olhai nosso bom Jesus autor e consumador da fé (72) que temos nEle e na sua Cruz; foi preciso que Ele sofresse a fim de, pela Cruz, entrar em sua glória (73).

Vêde, ao lado de Jesus Cristo, um agudo gládio que penetra, até o fundo, no coração terno e inocente de Maria, que nunca tivera qualquer pecado, original ou atual. Como me pesa não poder estender-me falando sobre a Paixão de um e de outro, para mostrar que o que sofremos nada é em comparação do que sofreram!

sexta-feira, 22 de abril de 2016

A Bravura de Frassati


 Eucaristia e Pobres: Bem-Aventurado Pedro Jorge Frassati
 - Pe. João Piasentin 

Terminado o congresso de Ravenna, foi a Roma para participar do Congresso da Juventude Católica Italiana.

1 de setembro de 1921, data marcante na história da Igreja na Itália e, também na vida de Pedro Jorge Frassati.

Cinquenta mil jovens católicos de toda a Itália se reuniram na Praça de São Pedro para uma grande passeata a fim de afirmar o grande ideal: Jesus Cristo, Salvador do mundo. O governo massônico temia este tipo de manifestações públicas. O liberalismo dominante era contrário aos princípios inovadores da Igreja.

Princípio da Subsidiariedade - Carlos Ramalhete


Aspectos da Doutrina Social da Igreja - Carlos Ramalhete [p. 13-16]

Esta percepção da realidade traz alguns corolários; o primeiro deles é o chamado princípio da subsidiariedade. Em termos práticos, este princípio indica que a responsabilidade sempre é de quem está mais próximo ao problema. É injusto, ensina-nos a Igreja, que aquilo que uma pessoa possa fazer seja feito por uma instância superior. Por exemplo: quem deve cuidar do jardim ou da árvore plantada diante de uma casa é o seu habitante, não a prefeitura. Do mesmo modo, é “uma injustiça, um grave dano e perturbação da ordem social”, ensina-nos o Papa Pio XI, que o dever de fazer o que está ao alcance de uma sociedade menor passe a uma maior e mais elevada. Isto ocorre porque, nas palavras do mesmo Pontífice, “[o] fim natural da sociedade e da sua ação é coadjuvar os seus membros e não destruí-los nem absorvê-los”.

Deste modo, compete à sociedade menor – a família, por exemplo – fazer o que ela é capaz de fazer. Quem deve educar uma criança é sua família, não o Estado. Quem deve cuidar das ruas é a associação de moradores, não a prefeitura.

Quando por alguma razão a sociedade menor não é capaz de cumprir este seu dever, ela pode e deve apelar para uma sociedade maior (a família à vizinhança, a associação de moradores à prefeitura, a prefeitura ao estado, etc.) para que esta exerça, em função de suplência, o dever que normalmente competiria à sociedade menor. Assim, os pais que não se vejam capazes podem dar a outros o encargo da instrução de seus filhos, ou a associação de moradores pode dar à prefeitura – que tem uma usina de asfalto – o encargo de tapar os buracos das ruas do bairro. Trata-se, contudo, sempre de um dever exercido em função de suplência. A sociedade maior está fazendo o que competiria normalmente à sociedade menor, enquanto esta não tiver condições de cumprir o seu próprio dever.

Note-se a distância entre este princípio de direito natural e suas deformações ideológicas: o socialismo a tudo centraliza, como se o poder e o dever fossem sempre do governo central, chegando ao ponto de considerar o pátrio poder delegação do Estado aos pais, por reconhecer apenas a hierarquia estatal como sociedade organizada; é o oposto diametral do que ensina a Igreja! O capitalismo, por sua vez, nega a própria existência das sociedades menores (família, vizinhança...), por não serem contratos individuais.

quarta-feira, 20 de abril de 2016

[Sermão] Conselhos aos jovens que pensam em casar - Padre Daniel Pinheiro


Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Amém.

Ave Maria…

Acabamos de ouvir no Evangelho de hoje o milagre feito por Nosso Senhor Jesus Cristo a pedido de sua Mãe nas bodas de Caná. Nosso Senhor, com sua presença santificava, o casamento, Ele santificava a família. Mais tarde, Ele elevaria o casamento a sacramento. A união exclusiva de um homem e de uma mulher para toda a vida em vista da procriação e do auxílio mútuo é algo santo. Sem o matrimônio, sem a família assim constituída, a sociedade desmorona por completo. Mais de uma vez já falamos da importância da família, que é a base da sociedade. E não se pode insistir suficientemente sobre o assunto. Falamos da família e de sua importância capital para o Estado e para a Igreja. Está claro, falamos da família: pai, mãe e filhos. É preciso, para o bem da sociedade e da Igreja, que haja famílias profundamente católicas. Famílias com uma fé profunda, com uma grande generosidade para ter uma família numerosa, se assim Deus o permitir, com uma vida de oração familiar, com o cuidado da educação dos filhos. Os pais participam da obra da criação ao gerar os filhos e devem participar da obra da redenção, educando os filhos para Deus. E a redenção se faz com sofrimento. A educação dos filhos se faz a base de sofrimentos, de abnegação, de sacrifícios. Tudo isso junto com grandes alegrias, e a primeira dessas alegrias é a de poder formar Cristo em uma alma.

Todavia, a ordem normal das coisas é que um casamento santo, que uma família profundamente católica tenha se formado a partir de um bom namoro, de um namoro católico em todos os seus aspectos. Um bom casamento começa por um bom namoro. Um casamento que começa por um mal namoro, terminará mal ou terminará bem com muito sofrimento que poderia ter sido evitado com certa facilidade. Bastam ao casamento as cruzes que já lhe pertencem naturalmente. Não devem aqueles que vão casar acrescentar ainda outras cruzes ao matrimônio porque se deixaram levar, no tempo do namoro, pelos sentimentos e não pela razão iluminada pela fé. Os jovens devem ter todo o cuidado com o namoro para não prejudicarem a si mesmos, ao próximo e ao futuro matrimônio. Os já casados superem as cruzes do matrimônio com paciência, fé e caridade, e saibam instruir os filhos com relação a isso. É preciso conhecer o que ensina a sabedoria da Igreja a respeito desse tempo de preparação para o matrimônio. Um dos motivos pelos quais não temos famílias profundamente católicas é porque não temos bons namoros. Todavia, as famílias formadas a partir de um namoro inadequado, muitas vezes fruto da ignorância, não devem nem podem se desencorajar. Pela graça de Deus e com esforço, é plenamente possível remediar isso e formar uma família profundamente católicas.

[Animação]Princesinha de Lourdes

terça-feira, 19 de abril de 2016

Análise do livro Opúsculo sobre o Modo de Aprender e Meditar - Guilherme Freire

Interessante palestra ministrada por Guilherme Freire, tendo como base o livro Opúsculo sobre o Modo de Aprender e Meditar de Hugo de São Vitor

O palestrante aborda a relação da vida intelectual com as virtudes e a vida espiritual, bem como o modo de vivê-las na atual situação em que se encontra o país hoje.

sexta-feira, 15 de abril de 2016

[Animação]Francisco: O Cavaleiro de Assis

Considerações sobre a Gnose: Panteísmo e Gnose - Orlando Fedeli

CONSIDERAÇÕES SOBRE A GNOSE:
Panteísmo e Gnose
por Orlando Fedeli (Montfort)

Como vimos em artigo anterior, é comum confundir Gnose e Panteísmo. Muitos tomam esses dois ramos da Religião do Homem como sinônimos. Até o Dictionnarie de Théologie Catolique omite a distinção entre essas duas correntes religiosas.

Enganam-se. O Panteísmo afirma que tudo é Deus. Para ele, haveria identificação entre Deus, o universo e o homem. O universo é o atual estágio da evolução divina. Dessa forma o Panteísmo é monista: tudo, no fundo, constitui um único ser. Tal foi, por exemplo, o pensamento de Parmênides, na Antiguidade.

Para o Panteísmo, o indivíduo não tem qualquer importância ou valor em si mesmo. O que importa é a inserção de cada um no Todo Divino. Os males e as desgraças pessoais não assumem qualquer relevância ante a ordem universal, para a qual concorrem. Tudo marcha inexoravelmente em direção à divinização final, quaisquer que sejam os percalços individuais. Na unidade final em Deus tudo será absorvido. Há, pois, no Panteísmo, um otimismo fundamental: tudo terminará bem. Tudo e todos serão Deus.

No extremo dessa evolução inevitável, marcha o Homem, cuja inteligência seria a fina ponta do processo de aperfeiçoamento divino. Por meio da Razão, o Homem conhece sua natureza divina, compreende o universo e, através da ciência e da técnica, é capaz de acelerar a evolução . Ele se tornaria, assim, o Redentor de si mesmo.

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Perseguição Silenciosa - Dom Henrique Soares



Perseguição Silenciosa
por Dom Henrique Soares (via Facebook): 

Pense um pouco; mas pense segundo Cristo!

Nenhum outro grupo religioso tem sofrido tantas perseguições quanto os cristãos. E ninguém liga, ninguém grita por eles...

Agora mesmo, estamos vendo os cristãos sofrendo por parte dos muçulmanos em vários países islâmicos; mas também há o governo ateu da China, há até mesmo regiões budistas e hinduístas onde somos perseguidos... E como machuca, como dói, como é triste...

O Heresiarca Lutero

Blood Money