domingo, 11 de outubro de 2015

Literatura Católica (Ficção): O Senhor do Mundo - Robert Hugh Benson


Costumo sempre acompanhar as notícias a respeito do pontificado do Papa Francisco através internet e, lembro-me que por duas ou três vezes recomendou o Papa energicamente a leitura do livro: O Senhor do Mundo, de Robert Hugh Benson. Tão logo tomei conhecimento, fiquei curioso a respeito do livro, todavia, só recentemente tive a oportunidade de compra-lo e ler está magnifica obra.

Sem a menor dúvida Benson é um escritor fantástico. O roteiro de O Senhor do Mundo é realmente desconcertante, frente aos fatos descritos no livro qualquer drama histórico que vivemos até os dias de hoje parecem fichinha.

A história narra o advento do anti-cristo, e o confronto final entre a Igreja e a Cidade do Homem.

O autor (como bom padre) domina muito bem o simbolismo Bíblico, dotando de imensa profundidade cada mínima cena da narrativa.
Outro fato interessante é que Benson e foi capaz de prever vários fatos dos tempos presentes, o livro fora escrito antes da primeira guerra, e chegou prever a ascensão do secularismo, a aviação moderna bem como a bomba nuclear e o chamado aquecimento global.

A narrativa prossegue ora em ritmo lento, ora extremamente acelerado, e nós é contada alternadamente, vezes pelos olhos do Padre Percy Franklin, vezes pelo casal Brand.

No livro, a religião do anti-cristo consiste na divinização do homem, sua lei: o darwinismo, seu deus o homem, não enquanto indivíduo mas, enquanto espécie, enquanto coletividade, enquanto "humanidade", e Julian Felsenburgh seu enigmático líder, aquele que levou a "paz" a humanidade, unindo o mundo sob um estandarte comum, sob uma religião comum, não fosse os "católicos intolerantes".

Bom, já falei demais.
Neste link você encontra uma análise mais completa a respeito da obra. (contém spoliers!!!)
E por aqui, pode adquiri-la.

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Combate a Maçonaria


"(...)

Torna-se da maior evidência a necessidade que tem todo o homem honrado e com mais forte motivo todo o católico de combater a maçonaria e destruir o seu pernicioso poder.

Dizemos todo o homem honrado, porque é indigno do homem de bem tornar-se pela sua inércia cúmplice e vítima dos perversos desígnios da prepotente maçonaria; porque é vergonhoso para todo o homem de bem abandonar os interesses mais graves à mercê dos intrigantes das lojas.

É sabido demais que os maçons que estão no poder executam não já a vontade do povo, mas a palavra de ordem imposta pelas sociedades secretas.

Com mais forte razão se impõe este dever a todo o católico, porque, abstração feita dos outros motivos, o católico deve defender o bem mais precioso, que é sua religião e sua fé. Ora, o católico instruído pela Igreja por todos os Sumos Pontífices que se sucederam desde Clemente XII até Leão XIII, sabe de um modo inteiramente certo que a Maçonaria pretende destruir a Fé e as virtudes cristãs na sua alma, na dos seus filhos e em todo o país. Logo o motivo mais forte e mais sagrado leva o verdadeiro católico a combater com todas as suas forças este inimigo de sua fé e do seu Deus.

Dizemos também que é necessário unir-se e formar uma liga para combater a Maçonaria, porque assim o manda o Santo Padre Leão XIII com estas palavras: 'Aos violentos ataques da maçonaria deve responder uma defesa enérgica, é essencial pois que toda a gente de bem se una entre si e forma uma imensa liga de ação e de orações.'

(...)"

- Manual da Liga Anti-Maçônica - Com aprovação do Santo Padre Leão XIII e do Eminentíssimo Cardeal-Patriarca de Lisboa, 1ª Edição, 1886, Coimbra

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Estudo: o que é e como se faz - Carlos Ramalhete


Estudar é o que se faz para aprender, que, por sua vez, é trazer algo mental para dentro da gente, sistematicamente, encaixando o que entra numa visão de mundo coesa, passando assim a ter uma ferramenta nova para entender a realidade circundante, agir racionalmente sobre a realidade externa e interna e entender mais facilmente o que vier de novo; afinal, quanto mais se aprende, mais fácil fica aprender.

Aprender, destarte, é reconstruir coerentemente no próprio universo mental os dados novos e fazer deles inteligência. Dados são coisas soltas, decoreba acumulada na memória de curto prazo; são mera matéria-prima do estudo e aprendizagem, não seu objeto. Este é a inteligência, que é a compreensão sistemática das relações entre dados, acumulada na memória de longo prazo.

O estudo é trabalho fundamentalmente INDIVIDUAL, por ser trabalho mental, subjetivo e interno à pessoa de reconstrução interior de uma realidade exterior, operando assim uma construção (ou, antes, preenchimento) do próprio ser e tornando-se base para a projeção de si no mundo exterior, que é conhecido pelo estudo e abordado pela ação racional por este tornada possível.

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Napoleão e a Revolução Francesa - Orlando Fedeli


A Revolução Francesa, um dos maiores e mais terríveis massacres, um trágico episódio de perseguição a Igreja, tudo isso perversamente ocultado em nossas escolas. O que se ensina sobre a respeito do tema no Brasil não é tão somente mentiras rampeiras e distorções criminosas; oculta-se a verdade, oculta-se o sangue derramado, oculta-se o heroísmo dos mártires católicos; oculta-se a organização por trás de tal massacre: a maçonaria.

Nesta belíssima aula, o Prof. Orlando Fedeli, nos conta a verdadeira história da Revolução Francesa, e seu posterior desenvolvimento com Napoleão, e as estratégias de ambos na busca por destruir a Santa Igreja Católica.

sábado, 3 de outubro de 2015

[Documentário]Fátima na Rússia

Durante as aparições de Nossa Senhora em Fátima, foi profetizado de que a Rússia viria espalharia seus erros pelo mundo, este documentário português investiga a relação entre as profecias de Fátima e o comunismo bolchevique; aborda a questão da violenta perseguição a Igreja promovida pelo regime soviético, mostra um pouco da atual situação da Rússia hoje e, levanta-nos uma indagação, será que a profecia se cumpriu totalmente?Os diretores do documentário arriscam dizer que não.



sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Trechos e Citações - Pe. Garrigou-Lagrange


Pe. Reginald Garrigou-Lagrange 
Trecho do Livro: ''De Sanctificatione Sacerdotum Secundum Nostri Temporis Exigentias"

Os perniciosos erros que se espalham pelo mundo, tendem à descristianização completa dos povos. Ora, isto começa com a renovação do paganismo no século XVI, ou seja, com a renovação da soberba e da sensualidade pagã entre cristãos. Este declínio avançou com o protestantismo, por sua negação do Sacrifício da Missa, do valor da absolvição sacramental e, por conseqüência, da confissão; por sua negação da infalibilidade da Igreja, da Tradição ou Magistério, e da necessidade de se observar os preceitos para a salvação. Em seguida, a Revolução francesa lutou manifestamente para a descristianização da sociedade, conforme os princípios do Deísmo e do naturalismo (...).

Em seguida, o espírito da revolução conduziu ao liberalismo que, por sua vez, queria permanecer numa meia altitude entre a doutrina da Igreja e os erros modernos. Ora, o liberalismo nada concluía; não afirmava, nem negava, sempre distinguia, e sempre prolongava as discussões, pois não podia resolver as questões que surgiam do abandono dos princípios do cristianismo. Assim, o liberalismo não era suficiente para agir, e após ele veio o radicalismo mais oposto aos princípios da Igreja, sob a capa de ''anticlericalismo'', para não dizer anticristianismo. Assim, os maçons. O radicalismo, então, conduziu ao socialismo e o socialismo, ao comunismo materialista e ateu, como agora na Rússia, e quis invadir a Espanha e outras nações negando a religião, a propriedade privada, a família, a pátria, e reduzindo toda a vida humana à vida econômica como se só o corpo existisse, como se a religião, as ciências, as artes, o direito fossem invenções daqueles que querem oprimir os outros e possuir toda propriedade privada.

Contra todas essas negações do comunismo materialista, só a Igreja, somente o verdadeiro Cristianismo ou Catolicismo pode resistir eficazmente, pois só ele contém a Verdade sem erro.

Portanto, o nacionalismo não pode resistir eficazmente ao comunismo. Nem, no campo religioso, o protestantismo, como na Alemanha e na Inglaterra, pois contém graves erros, e o erro mata as sociedades que nele se fundam, assim como a doença grave destrói o organismo; o protestantismo é como a tuberculose ou como o câncer, é uma necrose por sua negação da Missa, da confissão, da infalibilidade da Igreja, da necessidade de observar os preceitos.

O que, pois, se segue dos erros citados no que diz respeito à legislação dos povos? Esta legislação torna-se paulatinamente atéia. Não somente desconsidera a existência de Deus e a lei divina revelada, tanto positiva como natural, mas formula várias leis contrárias à lei divina revelada, por exemplo, a lei do divórcio e a lei da escola laica, que termina por tornar-se atéia, nos três graus: escolas primárias, liceus ou ginásios e universidades (...); por fim, vem a liberdade total de cultos ou religiões, e da própria impiedade ou irreligião. Ora, as repercussões destas leis em toda sociedade são enormes; tome, por exemplo, a repercussão da lei do divórcio: qualquer que seja o ano, qualquer que seja a nação, milhares de famílias são destruídas pelo divórcio e deixam sem educação, sem direção, crianças que terminam por se tornar ou incapazes, ou exaltadas, ou más, por vezes, péssimas. Do mesmo modo, saem da escola atéia, todos os anos, muitos homens ou cidadãos sem nenhum princípio religioso. E portanto, em lugar da fé, da esperança e da caridade cristã, têm eles a razão desordenada, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos, o desejo de riqueza e a soberba de vida. Todas essas coisas são erigidas em um sistema especial materialista, sob o nome de ética laica ou independente, sem obrigação e sanção, na qual às vezes remanesce algum vestígio do decálogo, mas um vestígio sempre mutável. (...)

Portanto, qual é, segundo este princípio, o modo de discernir o falso do verdadeiro? O único modo é a livre discussão, no parlamento ou em algum outro lugar, e esta liberdade é, portanto, absoluta, nada pode ser subtraído à sua jurisdição, nem a questão do divórcio, nem a necessidade da propriedade individual, nem a da família ou da religião para os povos. (...)

Neste caso, é para se concluir (...) que estas sociedades, fundadas sobre princípios falsos ou sobre uma legislação atéia, tendem para a morte. Nelas, com o auxílio da graça, as pessoas individuais podem ainda se salvar, mas estas sociedades, como tais, tendem para a morte, pois o erro, sobre o qual se fundam, mata, como a tuberculose ou o câncer que, progressiva e infalivelmente, destrói nosso organismo. — Só a fé cristã e católica pode resistir a estes erros, e tornar a cristianizar a sociedade, mas, para isso, requer-se uma condição, uma fé mais profunda, conforme a Escritura: 'Esta é a vitória que vence o mundo, a nossa fé' (1 Jo 5, 4).

(...)

domingo, 27 de setembro de 2015

O Islã como Problema Geopolítico - Carlos Ramalhete


O Islã é hoje um poderoso agente geopolítico; todavia, falta-nos a nós ocidentais uma visão mais clara sobre tal força, e por vezes caímos no erro de jogar todo o Islã dentro de um mesmo todo, ignorando as diversas ramificações, divisões e contradições internas presentes no interior da religião fundada por Maomé. 

Nas aulas que seguem abaixo, o Prof. Carlos Ramalhete faz um breve resumo histórico do surgimento e desenvolvimento do Islã, abordando também suas diversas ramificações, sua relação com o Ocidente, e seu perigo para o mundo de hoje.

domingo, 20 de setembro de 2015

Príncipes da Igreja - Dom Henrique Soares

Príncipes da Igreja 
por Dom Henrique Soares (via Facebook)


Explicando

Alguns de vocês gostam de chamar os Bispos de "Príncipes da Igreja".
Os Bispos são mesmos "príncipes"?

O Papa, com muitíssima razão, pediu que os Bispos não tenham "psicologia de príncipes"!

Repito a pergunta: os Bispos são ou não são príncipes?

Resposta: Depende do modo como se toma esta palavra!
"Príncipe" no sentido da fé cristã, vem de "princípio", fonte da vida e do dinamismo de algo. Por exemplo: no dogma trinitário, o Pai é o Princípio da Vida divina, dada ao Filho e ao Espírito Santo.
Na Ordenação Episcopal, pede-se, na Oração Consecratória, que o que está sendo ordenado receba do Pai pelo Filho o "Spiritus Principalis" (Espírito Principal), que o nosso Pontifical brasileiro traduz por Espírito Soberano. Seria melhor ter deixado "Espírito Principal".
Que significa isto? Que o Bispo é o Princípio da vida ministerial da Igreja diocesana: dele procede a pregação da fé católica, ele é o moderador da liturgia e o "Sumo Sacerdote" que preside no lugar do Senhor, ele é o princípio organizador da vida e do ministério eclesial. Para isto recebeu o Espírito de Principalidade! É assim que Pedro é Príncipe dos Apóstolos: colocando-se a serviço deles, da comunhão do Colégio Apostólico.

domingo, 6 de setembro de 2015

A Reconquista Ibérica - Marcelo Andrade


"De Covadonga cercado pelo Islão
Veio a nascer uma grande nação
Que pelos mares saiu em missão
Levando a novas terras o Evangelho Cristão"

Infelizmente em nossas escolas, pouco ou nada é dito sobre a história portuguesa; sequer temos ideia das épicas batalhas e eventos milagrosos que estão por trás desta nação que viria a trazer ao Novo Mundo a Fé Católica.

Nestas duas aulas, ministradas pelo Prof. Marcelo Andrade da Associação Cultural Montfort, podemos ter um vislumbre sobre esta bela história. Os dois vídeos dão conta de um período histórico de mais de oito séculos, comentando a situação da Península Ibérica durante o Império Romano, a formação do Reino Visigodo, a Invasão Muçulmana, a longa luta de reconquista e o nascimento de Portugal.

O Heresiarca Lutero

Blood Money